terça-feira, 27 de novembro de 2012

[Book] The Fault in Our Stars



Ficha técnica
Título: The Fault in Our Stars [A Culpa é das Estrelas]
Autor: John Green 
Ano de publicação do original: 2012
Lido no período de: 20~26/11/2012.

Sinopse (disponível em: http://bit.ly/U1jj5f)
Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Comentário
Gente, eu tenho TANTA coisa pra falar desse livro, que provavelmente esse vai ser um dos maiores posts aqui do blog sobre um único assunto. Entrou pra lista dos meus favoritos, com toda certeza.
Comprei esse livro em um dia triste, e sou adepta de sempre mergulhar em mais tristeza quando já estou triste, então caiu como uma luva.
Esse livro me conquistou aos poucos. Primeiro, foi pela capa lindíssima. Segundo, pela sinopse, pelo que o livro prometia. Terceiro, pela Hazel. Quarto, pelo Augustus. Quinto, pelo John Green que escreveu esse amor de livro.
É uma história triste, disso não discordo, mas é linda. Não faz meu estilo, mas ultimamente só tenho lido coisas do gênero, então me comoveu muito (a Sara viu como fiquei quando terminei o livro, hahaha).
A Culpa É Das Estrelas me prendeu tanto a atenção, que terminei o livro ontem e ainda não consigo me concentrar direito no outro que comecei, porque fico pensando no que aconteceu com a Hazel. O pior, é que não posso falar muito sobre o livro, porque acaba se tornando spoiler. Mas acreditem em mim quando digo que esse livro é MARAVILHOSO, e merece ser lido por todo mundo na face da Terra.
O livro se destaca pela história. Ele aborda um tema não muito comum na literatura: câncer. Por isso, o tempo todo você fica com medo de que a Hazel e/ou o Augustus morra.
O autor faz referências à muitas coisas nesse livro, mas alguém que ele mostra bastante, é a Anne Frank, que foi uma das vítimas da Segunda Guerra Mundial, e que ao morrer, deixou um diário que mais tarde foi publicado em diversos países, no qual ela conta seus dias antes e durante a guerra. 
[SPOILER] Um dos momentos mais lindos do livro, é quando eles se beijam na casa da Anne Frank. Fiquei imaginando as pessoas vendo a cena e aplaudindo. Lindo, lindo, lindo! [/SPOILER]
Tive que emprestar esse livro logo que acabei, mas assim que pegar ele de volta, creio que vou ler novamente. É muito perfeito, e ainda estou amando os personagens.

Curiosidade: de cara, não dá pra entender o título do livro. Durante a leitura, há uma referência que explica o título, mas quando li, acabei continuando sem entender. Só agora que fui pesquisar mais a fundo, descobri o verdadeiro significado. Deixo aqui as palavras de John Green:

"Bem, na frase de Shakespeare, "estrelas" significam "destino". No texto original, o nobre romano Cássio diz a Bruto: "A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores." Ou seja, não há nada de errado com o destino; o problema somos nós. 

Bem, isso é válido quando estamos falando de Bruto e de Cássio. Mas não quando estamos falando de outras pessoas. Muitas delas sofrem desnecessariamente, não porque fizeram algo de errado nem porque são más ou sei lá o quê, mas porque dão azar. Na verdade, as estrelas têm muita culpa, sim, e eu quis escrever um livro sobre como vivemos num mundo que não é justo, e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Bruto."

Deixo aqui um pequeno trecho do livro para vocês se apaixonarem por ele:
"Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,2 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor que costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso."


Ilustração lindíssima da Hazel e do Gus que achei no Google!

Agora estou lendo "Os homens que não amavam as mulheres", e pelo tamanho do livro, vou demorar um bocado, hahaha. Mas estou louca pra ler um outro livro do John Green, que se chama "Quem é você, Alasca?". Aceito de presente! Haha.
É isso aí gente, até o próximo post!

See ya!

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